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Mobilidade elétrica

Como montar um eletroposto: modelo de negócio e crédito

Montar um eletroposto custa de R$ 50 mil a R$ 300 mil no Brasil e não exige concessão da ANEEL. Veja o modelo de negócio, o licenciamento, o payback esperado e como financiar o equipamento.

Silvio de Freitas10 min de leitura
Eletroposto comercial com carregadores rápidos DC em fila e veículo elétrico conectado à recarga

Montar um eletroposto custa de R$ 50 mil, em um projeto de entrada, a mais de R$ 300 mil em um ponto DC robusto (GreenV, 2026). O maior obstáculo raramente é a decisão de entrar no mercado. É o desembolso único que trava o caixa de quem quer abrir o negócio.

Este guia mostra os passos para montar um eletroposto comercial: quanto custa, qual carregador escolher, onde instalar, que licença é necessária, qual o payback esperado e como financiar o equipamento sem pagar tudo à vista.

Em resumo

  • Montar um eletroposto custa de R$ 50 mil a R$ 300 mil ou mais, conforme o número e a potência dos carregadores (GreenV, 2026).
  • Não é preciso concessão, permissão ou autorização específica da ANEEL para vender recarga ao público (RN 1.000/2021); a instalação depende da distribuidora local.
  • O payback de um carregador DC de 30 a 60 kW gira em torno de 18 meses em ponto bem localizado (VoltBras, Anuário 2025).
  • O crédito no fechamento com o parceiro Eos cobre equipamento e instalação em uma parcela, sem exigir recursos próprios adiantados.

O que é um eletroposto comercial e quem pode montar um?

Um eletroposto comercial é o ponto de recarga aberto ao público, que vende energia como serviço, e não apenas o equipamento instalado para uso interno de funcionários ou clientes. A ANEEL permite a qualquer interessado montar esse negócio: "é permitida a qualquer interessado a realização de atividades de recarga de veículos elétricos, inclusive para fins de exploração comercial com preços livremente negociados" (ANEEL, RN 1.000/2021).

Vale separar dois modelos que costumam ser confundidos. Um é o carregador de uso próprio, para reter funcionário ou atrair cliente ao estabelecimento, como o eletroposto para uso próprio da empresa ou o carregador em condomínio ou comércio. O outro, tratado aqui, é o eletroposto que vende recarga como negócio principal, com preço por sessão e faturamento próprio.

Não é preciso concessão nem autorização especial da ANEEL para essa atividade. O que existe, sim, é uma etapa técnica obrigatória: a instalação depende da aprovação da distribuidora local de energia, que avalia a carga adicional na rede antes de liberar o ponto de recarga. Quem vende o carregador pode ser um parceiro Eos e levar o crédito para esse investimento junto com o equipamento.

É distribuidor ou marketplace de carregadores de veículos elétricos? Ofereça crédito no fechamento para quem monta um eletroposto comercial.

Quanto custa montar um eletroposto no Brasil?

Montar um eletroposto custa de R$ 50 mil, em um projeto de entrada, a mais de R$ 300 mil em um ponto DC robusto, e o carregador raramente é o único item que pesa na conta (GreenV, 2026). Cinco componentes formam o investimento total.

O carregador AC parte de R$ 5 mil por unidade, enquanto o DC vai de R$ 50 mil a R$ 200 mil, conforme a potência. A adequação da rede elétrica, incluindo transformador e reforço quando necessário, soma R$ 10 mil a R$ 100 mil. Licenciamento e projeto técnico ficam entre R$ 10 mil e R$ 20 mil, software de gestão e cobrança entre R$ 5 mil e R$ 15 mil, e instalação com mão de obra entre R$ 10 mil e R$ 50 mil.

Composição do custo de montar um eletroposto comercialOnde vai o investimento do eletropostoFaixa de custo por item, em milhares de reaisCarregador DCR$ 50 mil a R$ 200 milRede elétricaR$ 10 mil a R$ 100 milInstalaçãoR$ 10 mil a R$ 50 milLicenciamentoR$ 10 mil a R$ 20 milSoftwareR$ 5 mil a R$ 15 milTotal: R$ 50 mil a R$ 300 mil ou maisFonte: GreenV, 2026. Valores por projeto, variando por porte e tecnologia.

Um ponto DC único de 30 a 60 kW, o segmento com melhor retorno segundo o setor, custa em média R$ 87,5 mil de investimento (Capex), incluindo carregador, rede e instalação (VoltBras, Anuário 2025). É um ponto de partida realista para quem quer entrar no negócio sem ir direto para o projeto mais caro da faixa.

Carregador AC ou DC: qual escolher para um eletroposto comercial?

A escolha entre AC e DC depende do tempo de permanência esperado do público no local, não apenas do orçamento disponível. Carregador AC, de 7 kW a 22 kW, tem custo menor e recarga de horas, o que combina com estacionamento de shopping, hotel ou empresa, onde o motorista fica parado por tempo longo.

Carregador DC, a partir de 30 kW, exige investimento maior, mas entrega recarga de 20% a 80% em até 30 minutos, o formato certo para rodovia, posto de combustível ou ponto de passagem rápido. É essa velocidade que sustenta o faturamento por sessão: o segmento DC de 30 a 60 kW fatura em média R$ 4 mil por mês por ponto, contra cerca de R$ 375 de um ponto AC (VoltBras, Anuário 2025).

A demanda por recarga rápida cresce mais rápido que a rede como um todo: em fevereiro de 2026, a recarga DC já representava 31% dos 21.061 eletropostos do Brasil, com alta de 167% em 12 meses (ABVE, fevereiro de 2026). Para entender o ritmo desse crescimento, veja o mercado de veículos elétricos no Brasil em números.

TecnologiaInvestimento médioFaturamento médio/mêsUso indicado
AC (lento)a partir de R$ 7 mil~R$ 375Shopping, hotel, empresa
DC 30-60 kW~R$ 87,5 mil~R$ 4 milRodovia, posto, ponto de passagem
DC 60-120 kWinvestimento maior~R$ 10,5 milAlto fluxo, corredor logístico

Fonte: VoltBras, Anuário 2025 (via CanalVE, 2026). Valores médios por ponto instalado, variando por tarifa e localização.

Onde instalar: como escolher o ponto certo?

O ponto certo combina três variáveis: fluxo de veículos elétricos na via, tempo médio de permanência do público local e distância entre o eletroposto e o quadro de energia da distribuidora. Quanto mais perto do quadro, menor o custo de adequação de rede, um dos itens mais caros do orçamento.

Na prática, funcionam bem rodovias com tráfego constante, postos de combustível já estabelecidos, shoppings, hotéis e corredores logísticos com fluxo previsível de veículos comerciais. O critério não é só o volume de carros na via, mas quantos deles já são elétricos ou híbridos plug-in.

Ainda há espaço para crescer. Em fevereiro de 2026, a relação era de 19,6 veículos plug-in por eletroposto público no Brasil, quase o dobro do índice de 10 por 1 considerado adequado (ABVE, 2026). Esse gap é o sinal mais direto de que ainda há demanda represada esperando por pontos bem localizados.

Que licenças e normas o eletroposto comercial precisa seguir?

O eletroposto comercial não exige concessão, permissão ou autorização específica da ANEEL, mas depende de três exigências técnicas: aprovação da distribuidora local de energia, projeto elétrico dentro das normas técnicas (como a NBR 17019, específica para infraestrutura de recarga) e ART ou RRT de um profissional habilitado.

O processo é bem mais simples do que abrir um posto de combustível tradicional, que exige licença ambiental e outorga para revenda de derivados de petróleo. Ainda assim, o projeto técnico formal não é opcional: é ele que garante a aprovação da distribuidora e a segurança da instalação, sobretudo em pontos DC de maior potência.

É marketplace ou distribuidor de carregadores de veículos elétricos? Leve o crédito da Eos para quem está estruturando o eletroposto.

Eletroposto dá lucro? Faturamento e payback esperado

Sim, um eletroposto dá lucro quando bem localizado. Um carregador DC de 30 a 60 kW, o segmento com melhor equilíbrio entre investimento e retorno, tem payback estimado em cerca de 18 meses, com faturamento médio de R$ 4 mil por mês (VoltBras, Anuário 2025).

A ocupação é a variável que decide o resultado. Pontos bem localizados chegam a 40%-70% de ocupação do tempo disponível; pontos mal posicionados ficam em 10%-30%, o que prejudica fortemente o retorno financeiro (VoltBras, 2026). Nesse cenário de baixa ocupação, o payback pode se estender de 2 a 5 anos, dependendo do modelo de negócio e da localização.

Nossa leitura: o payback de 18 meses do segmento DC de 30 a 60 kW não é a média do mercado, é o resultado dos pontos mais bem posicionados. Localização pesa tanto quanto a escolha do equipamento na hora de projetar o retorno.

Payback estimado do eletroposto por nível de ocupaçãoPayback por nível de ocupaçãoCarregador DC 30-60 kW, meses estimados até recuperar o investimento54mesesBaixa (10-30%)30mesesMédia (~35%)18mesesAlta (40-70%)Fonte: VoltBras, 2026. Estimativas de cenário, variando por tarifa e localização.

O ponto central é simples: quanto mais previsível o fluxo de veículos elétricos no local, mais rápido o eletroposto deixa de ser custo e passa a ser ativo com retorno mensurável.

Como financiar o eletroposto sem travar o caixa

O crédito no ponto de venda com o distribuidor ou marketplace de carregadores de veículos elétricos parceiro da Eos cobre equipamento e instalação em uma única parcela, sem exigir o desembolso à vista de R$ 50 mil a R$ 300 mil. A Eos concede o crédito diretamente, com simulação no momento da compra, aprovação em minutos e contratação digital, e já originou mais de R$ 19 bilhões desde 2021.

O crédito é para quem compra o equipamento, ou seja, o dono do futuro eletroposto, e é oferecido pelo parceiro que vende o carregador. Não é um produto vendido pela Eos diretamente ao consumidor final, nem um empréstimo bancário tradicional: a simulação acontece dentro do fechamento da venda, sem enviar o comprador a um banco. Para entender como esse modelo se conecta a outras categorias de mobilidade elétrica, veja o guia completo de financiamento para mobilidade elétrica.

É distribuidor ou marketplace de carregadores de veículos elétricos? Ofereça crédito no fechamento e viabilize eletropostos comerciais.

Perguntas frequentes

Quanto custa montar um eletroposto no Brasil?

De R$ 50 mil, em um projeto de entrada, a mais de R$ 300 mil em um ponto DC robusto, somando carregador, rede elétrica, licenciamento, software e instalação (GreenV, 2026). Um carregador DC de 30 a 60 kW custa em média R$ 87,5 mil (VoltBras, Anuário 2025).

Preciso de autorização da ANEEL para montar um eletroposto?

Não. A ANEEL permite a qualquer interessado realizar recarga de veículos elétricos, inclusive para exploração comercial com preços livremente negociados, sem concessão, permissão ou autorização específica (ANEEL, RN 1.000/2021). A instalação depende da aprovação da distribuidora local de energia.

Eletroposto dá lucro? Qual o payback?

Sim, quando bem localizado. Um carregador DC de 30 a 60 kW tem payback estimado em cerca de 18 meses, com faturamento médio de R$ 4 mil por mês (VoltBras, 2026). Em pontos com baixa ocupação, o retorno pode levar de 2 a 5 anos.

Carregador AC ou DC para eletroposto comercial?

AC serve permanência longa, como shopping, hotel ou empresa, com investimento a partir de R$ 7 mil por ponto. DC serve ponto de passagem, como rodovia ou posto de combustível, com recarga em até 30 minutos e faturamento mensal bem maior por ponto (VoltBras; GreenV, 2026).

Dá para financiar o eletroposto sem capital inicial próprio?

Sim. O crédito no fechamento com o distribuidor ou marketplace de carregadores de veículos elétricos parceiro da Eos cobre equipamento e instalação em uma parcela única, com aprovação em minutos e contratação digital, sem exigir o desembolso à vista.

Conclusão

Montar um eletroposto deixou de ser um projeto de nicho. Com investimento de R$ 50 mil a R$ 300 mil, payback que pode ficar em torno de 18 meses em pontos bem localizados, e uma rede que, em fevereiro de 2026, já somava 21.061 eletropostos, com alta de 42% em 12 meses (ABVE, fevereiro de 2026), o negócio tem espaço real para crescer.

A diferença central deste guia é o recorte: aqui o eletroposto é negócio que vende recarga ao público, não instalação de uso próprio como as tratadas nos guias de carregador em empresa e carregador em condomínio ou comércio. São públicos e tickets diferentes, e vale escolher o caminho certo antes de orçar o projeto.

O que falta, na maioria dos casos, não é vontade de investir. É uma forma de destravar o caixa sem pagar tudo à vista, e é exatamente isso que o crédito no fechamento resolve.

Pronto para estruturar o crédito do seu eletroposto comercial? Fale com a Eos.


Fontes

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