Como montar um eletroposto: modelo de negócio e crédito
Montar um eletroposto custa de R$ 50 mil a R$ 300 mil no Brasil e não exige concessão da ANEEL. Veja o modelo de negócio, o licenciamento, o payback esperado e como financiar o equipamento.

Montar um eletroposto custa de R$ 50 mil, em um projeto de entrada, a mais de R$ 300 mil em um ponto DC robusto (GreenV, 2026). O maior obstáculo raramente é a decisão de entrar no mercado. É o desembolso único que trava o caixa de quem quer abrir o negócio.
Este guia mostra os passos para montar um eletroposto comercial: quanto custa, qual carregador escolher, onde instalar, que licença é necessária, qual o payback esperado e como financiar o equipamento sem pagar tudo à vista.
Em resumo
- Montar um eletroposto custa de R$ 50 mil a R$ 300 mil ou mais, conforme o número e a potência dos carregadores (GreenV, 2026).
- Não é preciso concessão, permissão ou autorização específica da ANEEL para vender recarga ao público (RN 1.000/2021); a instalação depende da distribuidora local.
- O payback de um carregador DC de 30 a 60 kW gira em torno de 18 meses em ponto bem localizado (VoltBras, Anuário 2025).
- O crédito no fechamento com o parceiro Eos cobre equipamento e instalação em uma parcela, sem exigir recursos próprios adiantados.
O que é um eletroposto comercial e quem pode montar um?
Um eletroposto comercial é o ponto de recarga aberto ao público, que vende energia como serviço, e não apenas o equipamento instalado para uso interno de funcionários ou clientes. A ANEEL permite a qualquer interessado montar esse negócio: "é permitida a qualquer interessado a realização de atividades de recarga de veículos elétricos, inclusive para fins de exploração comercial com preços livremente negociados" (ANEEL, RN 1.000/2021).
Vale separar dois modelos que costumam ser confundidos. Um é o carregador de uso próprio, para reter funcionário ou atrair cliente ao estabelecimento, como o eletroposto para uso próprio da empresa ou o carregador em condomínio ou comércio. O outro, tratado aqui, é o eletroposto que vende recarga como negócio principal, com preço por sessão e faturamento próprio.
Não é preciso concessão nem autorização especial da ANEEL para essa atividade. O que existe, sim, é uma etapa técnica obrigatória: a instalação depende da aprovação da distribuidora local de energia, que avalia a carga adicional na rede antes de liberar o ponto de recarga. Quem vende o carregador pode ser um parceiro Eos e levar o crédito para esse investimento junto com o equipamento.
É distribuidor ou marketplace de carregadores de veículos elétricos? Ofereça crédito no fechamento para quem monta um eletroposto comercial.
Quanto custa montar um eletroposto no Brasil?
Montar um eletroposto custa de R$ 50 mil, em um projeto de entrada, a mais de R$ 300 mil em um ponto DC robusto, e o carregador raramente é o único item que pesa na conta (GreenV, 2026). Cinco componentes formam o investimento total.
O carregador AC parte de R$ 5 mil por unidade, enquanto o DC vai de R$ 50 mil a R$ 200 mil, conforme a potência. A adequação da rede elétrica, incluindo transformador e reforço quando necessário, soma R$ 10 mil a R$ 100 mil. Licenciamento e projeto técnico ficam entre R$ 10 mil e R$ 20 mil, software de gestão e cobrança entre R$ 5 mil e R$ 15 mil, e instalação com mão de obra entre R$ 10 mil e R$ 50 mil.
Um ponto DC único de 30 a 60 kW, o segmento com melhor retorno segundo o setor, custa em média R$ 87,5 mil de investimento (Capex), incluindo carregador, rede e instalação (VoltBras, Anuário 2025). É um ponto de partida realista para quem quer entrar no negócio sem ir direto para o projeto mais caro da faixa.
Carregador AC ou DC: qual escolher para um eletroposto comercial?
A escolha entre AC e DC depende do tempo de permanência esperado do público no local, não apenas do orçamento disponível. Carregador AC, de 7 kW a 22 kW, tem custo menor e recarga de horas, o que combina com estacionamento de shopping, hotel ou empresa, onde o motorista fica parado por tempo longo.
Carregador DC, a partir de 30 kW, exige investimento maior, mas entrega recarga de 20% a 80% em até 30 minutos, o formato certo para rodovia, posto de combustível ou ponto de passagem rápido. É essa velocidade que sustenta o faturamento por sessão: o segmento DC de 30 a 60 kW fatura em média R$ 4 mil por mês por ponto, contra cerca de R$ 375 de um ponto AC (VoltBras, Anuário 2025).
A demanda por recarga rápida cresce mais rápido que a rede como um todo: em fevereiro de 2026, a recarga DC já representava 31% dos 21.061 eletropostos do Brasil, com alta de 167% em 12 meses (ABVE, fevereiro de 2026). Para entender o ritmo desse crescimento, veja o mercado de veículos elétricos no Brasil em números.
| Tecnologia | Investimento médio | Faturamento médio/mês | Uso indicado |
|---|---|---|---|
| AC (lento) | a partir de R$ 7 mil | ~R$ 375 | Shopping, hotel, empresa |
| DC 30-60 kW | ~R$ 87,5 mil | ~R$ 4 mil | Rodovia, posto, ponto de passagem |
| DC 60-120 kW | investimento maior | ~R$ 10,5 mil | Alto fluxo, corredor logístico |
Fonte: VoltBras, Anuário 2025 (via CanalVE, 2026). Valores médios por ponto instalado, variando por tarifa e localização.
Onde instalar: como escolher o ponto certo?
O ponto certo combina três variáveis: fluxo de veículos elétricos na via, tempo médio de permanência do público local e distância entre o eletroposto e o quadro de energia da distribuidora. Quanto mais perto do quadro, menor o custo de adequação de rede, um dos itens mais caros do orçamento.
Na prática, funcionam bem rodovias com tráfego constante, postos de combustível já estabelecidos, shoppings, hotéis e corredores logísticos com fluxo previsível de veículos comerciais. O critério não é só o volume de carros na via, mas quantos deles já são elétricos ou híbridos plug-in.
Ainda há espaço para crescer. Em fevereiro de 2026, a relação era de 19,6 veículos plug-in por eletroposto público no Brasil, quase o dobro do índice de 10 por 1 considerado adequado (ABVE, 2026). Esse gap é o sinal mais direto de que ainda há demanda represada esperando por pontos bem localizados.
Que licenças e normas o eletroposto comercial precisa seguir?
O eletroposto comercial não exige concessão, permissão ou autorização específica da ANEEL, mas depende de três exigências técnicas: aprovação da distribuidora local de energia, projeto elétrico dentro das normas técnicas (como a NBR 17019, específica para infraestrutura de recarga) e ART ou RRT de um profissional habilitado.
O processo é bem mais simples do que abrir um posto de combustível tradicional, que exige licença ambiental e outorga para revenda de derivados de petróleo. Ainda assim, o projeto técnico formal não é opcional: é ele que garante a aprovação da distribuidora e a segurança da instalação, sobretudo em pontos DC de maior potência.
É marketplace ou distribuidor de carregadores de veículos elétricos? Leve o crédito da Eos para quem está estruturando o eletroposto.
Eletroposto dá lucro? Faturamento e payback esperado
Sim, um eletroposto dá lucro quando bem localizado. Um carregador DC de 30 a 60 kW, o segmento com melhor equilíbrio entre investimento e retorno, tem payback estimado em cerca de 18 meses, com faturamento médio de R$ 4 mil por mês (VoltBras, Anuário 2025).
A ocupação é a variável que decide o resultado. Pontos bem localizados chegam a 40%-70% de ocupação do tempo disponível; pontos mal posicionados ficam em 10%-30%, o que prejudica fortemente o retorno financeiro (VoltBras, 2026). Nesse cenário de baixa ocupação, o payback pode se estender de 2 a 5 anos, dependendo do modelo de negócio e da localização.
Nossa leitura: o payback de 18 meses do segmento DC de 30 a 60 kW não é a média do mercado, é o resultado dos pontos mais bem posicionados. Localização pesa tanto quanto a escolha do equipamento na hora de projetar o retorno.
O ponto central é simples: quanto mais previsível o fluxo de veículos elétricos no local, mais rápido o eletroposto deixa de ser custo e passa a ser ativo com retorno mensurável.
Como financiar o eletroposto sem travar o caixa
O crédito no ponto de venda com o distribuidor ou marketplace de carregadores de veículos elétricos parceiro da Eos cobre equipamento e instalação em uma única parcela, sem exigir o desembolso à vista de R$ 50 mil a R$ 300 mil. A Eos concede o crédito diretamente, com simulação no momento da compra, aprovação em minutos e contratação digital, e já originou mais de R$ 19 bilhões desde 2021.
O crédito é para quem compra o equipamento, ou seja, o dono do futuro eletroposto, e é oferecido pelo parceiro que vende o carregador. Não é um produto vendido pela Eos diretamente ao consumidor final, nem um empréstimo bancário tradicional: a simulação acontece dentro do fechamento da venda, sem enviar o comprador a um banco. Para entender como esse modelo se conecta a outras categorias de mobilidade elétrica, veja o guia completo de financiamento para mobilidade elétrica.
É distribuidor ou marketplace de carregadores de veículos elétricos? Ofereça crédito no fechamento e viabilize eletropostos comerciais.
Perguntas frequentes
Quanto custa montar um eletroposto no Brasil?
De R$ 50 mil, em um projeto de entrada, a mais de R$ 300 mil em um ponto DC robusto, somando carregador, rede elétrica, licenciamento, software e instalação (GreenV, 2026). Um carregador DC de 30 a 60 kW custa em média R$ 87,5 mil (VoltBras, Anuário 2025).
Preciso de autorização da ANEEL para montar um eletroposto?
Não. A ANEEL permite a qualquer interessado realizar recarga de veículos elétricos, inclusive para exploração comercial com preços livremente negociados, sem concessão, permissão ou autorização específica (ANEEL, RN 1.000/2021). A instalação depende da aprovação da distribuidora local de energia.
Eletroposto dá lucro? Qual o payback?
Sim, quando bem localizado. Um carregador DC de 30 a 60 kW tem payback estimado em cerca de 18 meses, com faturamento médio de R$ 4 mil por mês (VoltBras, 2026). Em pontos com baixa ocupação, o retorno pode levar de 2 a 5 anos.
Carregador AC ou DC para eletroposto comercial?
AC serve permanência longa, como shopping, hotel ou empresa, com investimento a partir de R$ 7 mil por ponto. DC serve ponto de passagem, como rodovia ou posto de combustível, com recarga em até 30 minutos e faturamento mensal bem maior por ponto (VoltBras; GreenV, 2026).
Dá para financiar o eletroposto sem capital inicial próprio?
Sim. O crédito no fechamento com o distribuidor ou marketplace de carregadores de veículos elétricos parceiro da Eos cobre equipamento e instalação em uma parcela única, com aprovação em minutos e contratação digital, sem exigir o desembolso à vista.
Conclusão
Montar um eletroposto deixou de ser um projeto de nicho. Com investimento de R$ 50 mil a R$ 300 mil, payback que pode ficar em torno de 18 meses em pontos bem localizados, e uma rede que, em fevereiro de 2026, já somava 21.061 eletropostos, com alta de 42% em 12 meses (ABVE, fevereiro de 2026), o negócio tem espaço real para crescer.
A diferença central deste guia é o recorte: aqui o eletroposto é negócio que vende recarga ao público, não instalação de uso próprio como as tratadas nos guias de carregador em empresa e carregador em condomínio ou comércio. São públicos e tickets diferentes, e vale escolher o caminho certo antes de orçar o projeto.
O que falta, na maioria dos casos, não é vontade de investir. É uma forma de destravar o caixa sem pagar tudo à vista, e é exatamente isso que o crédito no fechamento resolve.
Pronto para estruturar o crédito do seu eletroposto comercial? Fale com a Eos.
Fontes
- GreenV, "Como montar um eletroposto e os benefícios de investir em pontos de recarga", consultado em 28/07/2026, https://www.greenv.com.br/blog/como-montar-um-eletroposto-e-os-beneficios-de-investir-em-pontos-de-recarga/
- ANEEL, "Veículos Elétricos", consultado em 28/07/2026, https://www.gov.br/aneel/pt-br/assuntos/veiculos-eletricos
- VoltBras, "Carregador de 30 a 60 kW é mais vantajoso a CPO, avalia VoltBras", Anuário VoltBras 2025 (via CanalVE), consultado em 28/07/2026, https://canalve.com.br/carregador-30-60-kw-mais-vantajoso-cpo-avalia-voltbras/
- VoltBras, "Payback: como calcular e maximizar o retorno do seu investimento", consultado em 28/07/2026, https://voltbras.com/gestao-de-eletropostos/payback-calcule-o-seu-investimento/
- Spott, "Como calcular payback de um eletroposto", consultado em 28/07/2026, https://www.spott.eco/blog/como-calcular-payback-de-um-eletroposto
- ABVE, "Recarga pública rápida cresce 167% em 12 meses e já atinge 31% dos 21 mil eletropostos da rede", fevereiro de 2026, consultado em 28/07/2026, https://abve.org.br/recarga-publica-rapida-cresce-167-em-12-meses-e-ja-atinge-31-dos-21-mil-eletropostos-da-rede/
- ABVE, "Eletrificados crescem dez vezes mais do que o conjunto do mercado em 2025 com 224 mil veículos vendidos", consultado em 28/07/2026, https://abve.org.br/eletrificados-crescem-dez-vezes-mais-do-que-conjunto-do-mercado-em-2025-com-224-mil-veiculos-vendidos/


