Transparência nas taxas do crédito no PDV: guia do parceiro
Transparência nas taxas do crédito no PDV é dever legal do parceiro. Veja o checklist do que informar ao cliente antes de fechar a venda e evitar reclamação.

O cliente assina o contrato, sai da loja satisfeito e, dias depois, liga reclamando que a parcela veio diferente do que esperava. Na maioria das vezes, o problema não é a taxa em si. É que ninguém explicou com clareza o que ela significava antes da assinatura.
No crédito no ponto de venda, informar a taxa de juros e o CET não é um gesto de boa vontade do parceiro. É uma exigência legal, com consequência direta sobre reclamação, desistência e reputação da loja. Este guia mostra o que informar, quando informar e como fazer isso sem travar a venda.
Em resumo
- O parceiro deve informar taxa de juros, CET, parcelas e valor total antes da assinatura, por exigência da Resolução CMN nº 4.881/2020.
- Pular essa etapa gera risco de cancelamento, reclamação e dano à reputação da loja, não só da fintech.
- Na Eos, a simulação já exibe todos os números antes do fechamento, o que facilita o cumprimento desse dever pelo parceiro.
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O que a lei exige que o parceiro informe sobre a taxa de juros?
A lei exige que o cliente receba, antes de assinar, a taxa de juros, o CET, o número e o valor das parcelas e o valor total a pagar. Essa obrigação está na Resolução CMN nº 4.881, de 23 de dezembro de 2020, do Banco Central do Brasil, em vigor desde 2021, que trata da transparência em operações de crédito ao consumidor.
Vale separar dois papéis aqui. A instituição que concede o crédito, no caso a Eos, é responsável por calcular e disponibilizar esses números com precisão na simulação. O parceiro, no balcão, é responsável por apresentar essa tela ao cliente e garantir que ele leu e entendeu antes de assinar. Um dever não substitui o outro.
Isso significa, na prática, que o vendedor não pode simplesmente dizer "a parcela fica R$ 200" e seguir para a assinatura. Ele precisa mostrar de onde vem esse número: qual taxa foi aplicada, qual é o CET da operação e qual é o total que o cliente vai pagar até o fim do contrato.
Quem quiser entender em detalhe como o CET é calculado e por que ele difere da taxa de juros nominal pode consultar o que é o CET. Este guia foca no outro lado da moeda: o que o parceiro precisa fazer com essa informação no momento da venda.
Quais informações o vendedor deve passar ao cliente antes de fechar?
O vendedor deve passar cinco informações antes do fechamento: a taxa de juros da operação, o CET, a quantidade de parcelas, o valor de cada parcela e o valor total somado ao final do contrato. Nenhuma delas pode ficar implícita ou "subentendida" na conversa.
A Resolução CMN nº 4.881/2020 estabelece que taxa de juros, CET, número e valor das parcelas e valor total devem estar visíveis ao cliente antes da assinatura do contrato de crédito. Esse conjunto de cinco itens funciona como um checklist mínimo, não como uma lista opcional de boas práticas.
Na prática, isso fica mais fácil quando a ferramenta de crédito já exibe os números prontos. A simulação da Eos mostra taxa, CET, parcelas e valor total na tela antes da contratação, e o vendedor só precisa percorrer essa tela com o cliente, item por item, antes de avançar para a assinatura.
Pense nesse checklist como uma pausa de 30 segundos antes do "sim" do cliente. Ela custa pouco tempo e evita a maior parte das reclamações que aparecem semanas depois da venda.
Como comunicar a taxa sem gerar desconfiança do cliente?
Comunicar a taxa sem gerar desconfiança exige mostrar o número na tela enquanto se explica em linguagem simples, nunca só de forma verbal. Cliente que ouve "a taxa é tal" sem ver o número por escrito tende a desconfiar mais do que cliente que acompanha a simulação na tela junto com o vendedor.
Um script curto ajuda a padronizar essa conversa em qualquer loja. Um roteiro de 30 segundos pode seguir esta estrutura: "Olha aqui na tela: a taxa desta simulação é X% ao mês, o CET fica em Y% ao ano porque inclui outros custos da operação, e o valor total que você vai pagar em Z parcelas é R$ W. Esse valor já está fechado, sem surpresa depois."
Repare que o script não usa jargão. Ele nomeia cada número, aponta para a tela e fecha com a garantia de que não há custo escondido. Essa é a diferença entre "informar" e apenas "mencionar" a taxa.
Vendedores que adotam esse roteiro relatam menos perguntas confusas depois da venda, porque o cliente já saiu da loja com a conta fechada na cabeça, não só ouvida de passagem.
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O que acontece se o parceiro não informar a taxa corretamente?
Quando o parceiro não informa a taxa corretamente, o risco mais imediato é o cancelamento da compra dentro do período de arrependimento, previsto no artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor, seguido de reclamação formal em órgão de defesa do consumidor. O dano não fica restrito à operação de crédito: ele contamina a percepção do cliente sobre a loja.
Informação incompleta sobre taxa e CET no momento da venda expõe o parceiro a cancelamento, reclamação em órgão de defesa do consumidor e desgaste de reputação, mesmo quando a cobrança em si está dentro da lei. O problema não é o valor da taxa, é a falta de clareza sobre ela antes da assinatura.
Esse ponto costuma passar batido: o cliente raramente associa a reclamação à fintech que calculou a taxa. Ele associa à loja onde comprou, porque foi lá que recebeu (ou não recebeu) a explicação. Transparência no PDV protege a reputação do parceiro tanto quanto protege o cliente.
Reclamação registrada também tem custo operacional: tempo de atendimento para resolver, risco de avaliação negativa pública e, em casos repetidos, atenção de órgãos reguladores sobre o canal de vendas. Evitar isso custa 30 segundos de explicação no balcão.
Quem é responsável legal por informar o CET: o parceiro ou a Eos?
A responsabilidade é dividida. A Eos, como fintech que concede o crédito diretamente, calcula e disponibiliza taxa, CET e parcelas na tela de simulação. O Banco Central define o CET como a taxa que resume juros, tarifas, tributos e demais encargos da operação em um único percentual anual, e cabe ao parceiro apresentar essa tela ao cliente e garantir que ele a compreendeu antes de assinar.
Nenhuma das duas partes substitui a outra. Se a simulação está correta mas o vendedor não a mostra ao cliente, o dever de informação foi descumprido no ponto de venda, ainda que o cálculo da fintech esteja certo. Por isso o checklist de transparência é uma responsabilidade operacional do parceiro, não apenas da instituição que concede o crédito.
Para quem já entende a mecânica de como a taxa é precificada, o artigo sobre como a taxa de juros é calculada detalha os critérios de score, renda e garantia usados na análise. Aqui, o foco é o momento seguinte: o que fazer com esse número já calculado, diante do cliente.
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Transparência nas taxas também é estratégia de vendas?
Sim, transparência nas taxas funciona como estratégia de vendas, não só como obrigação legal. Cliente que entende o custo total desde o início desiste menos no meio do processo e reclama menos depois da compra, porque não há surpresa a ser descoberta mais tarde.
Esse efeito reduz retrabalho para o parceiro: menos ligação de cliente confuso, menos cancelamento por desconfiança e menos tempo de atendimento gasto corrigindo mal-entendido que poderia ter sido evitado no balcão. A transparência vira parte do fechamento, não um obstáculo a ele.
Comparado a modalidades como crédito no PDV versus cartão e crediário próprio, a clareza sobre taxa e CET é um diferencial que o parceiro controla diretamente, independente da modalidade de crédito escolhida.
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Perguntas frequentes
O que o lojista precisa informar sobre a taxa de juros no PDV?
O parceiro deve informar a taxa de juros, o CET, o número de parcelas, o valor de cada parcela e o valor total a pagar, antes da assinatura do contrato. A exigência está na Resolução CMN nº 4.881/2020, do Banco Central do Brasil, e vale para qualquer operação de crédito oferecida no ponto de venda.
É obrigatório informar o CET antes de fechar a venda?
Sim. A divulgação do Custo Efetivo Total é obrigatória por norma do Banco Central para qualquer operação de crédito ao consumidor. O CET resume juros, tributos e encargos em um único percentual, e precisa estar visível ao cliente antes da assinatura, não só no contrato final.
O que acontece se o parceiro não informar a taxa corretamente?
O cliente pode cancelar a compra no período de arrependimento, abrir reclamação em órgão de defesa do consumidor e associar a experiência negativa à loja, não só à fintech que concedeu o crédito. O risco recai sobre a reputação do parceiro, mesmo quando a taxa em si está correta.
Como o vendedor deve explicar o custo do crédito ao cliente?
Mostrando a tela de simulação com os números (taxa, CET, parcelas e total) enquanto explica em linguagem simples, sem jargão financeiro. A combinação de número visível mais explicação verbal reduz a chance de o cliente dizer, depois, que não sabia o custo real da compra.
A Eos exibe a taxa e o CET antes da contratação?
Sim. A simulação da Eos mostra a taxa de juros, o CET, o número de parcelas e o valor total antes do fechamento. Como a Eos concede o crédito diretamente, esses números já chegam prontos para o parceiro apresentar ao cliente, o que facilita o cumprimento do dever de informação.
Fontes
- Banco Central do Brasil. Resolução CMN nº 4.881, de 23 de dezembro de 2020. Disponível em: https://www.bcb.gov.br/content/estabilidadefinanceira/especialnor/Resolu%C3%A7%C3%A3o4881.pdf. Acesso em: 2 out. 2026.
- Banco Central do Brasil. Glossário Cidadania Financeira (definição de Custo Efetivo Total). Disponível em: https://www.bcb.gov.br/content/cidadaniafinanceira/documentos_cidadania/Informacoes_gerais/glossario_cidadania_financeira.pdf. Acesso em: 2 out. 2026.
- Presidência da República. Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 (Código de Defesa do Consumidor), art. 49. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078compilado.htm. Acesso em: 2 out. 2026.
Conclusão
Transparência nas taxas do crédito no PDV se resume a um checklist de cinco itens: taxa de juros, CET, número de parcelas, valor da parcela e valor total, apresentados ao cliente antes da assinatura. Cumprir esse dever evita cancelamento, reclamação e desgaste de reputação, e ainda reduz desistência no fechamento.
Para integradores e distribuidores fotovoltaicos, o caminho prático é usar uma simulação que já mostra esses números prontos, em vez de reconstruir a conta de cabeça no balcão.
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