Perfil do consumidor de crédito para reforma no Brasil
Dados de 2026 traçam o perfil do consumidor de crédito para reforma no Brasil: renda, forma de pagamento e endividamento moldam a decisão de financiar a obra.

Em 2025, 33,2% dos brasileiros planejavam fazer alguma obra ou reforma em casa, segundo a Juntos Somos Mais. No mesmo período, o crediário para materiais de construção cresceu 20% em 2026, segundo a Top One Financeira. Os dois números juntos escondem uma pergunta simples: quem é esse consumidor e como ele decide pagar pela reforma?
Este artigo reúne os dados mais recentes de renda, forma de pagamento e endividamento para mostrar o perfil real de quem reforma a casa no Brasil, e por que esse comportamento está mudando tão rápido.
Em resumo
- Em 2025, 33,2% dos brasileiros planejavam obra ou reforma, e o custo médio subiu 8,3% no ano, quase o dobro do IPCA (Juntos Somos Mais; Reforme & Construa, 2026).
- O crediário para materiais de construção cresceu 20% em 2026, enquanto o cartão de crédito parcelado segue como a forma de pagamento mais usada (Top One Financeira; Juntos Somos Mais).
- 80,4% das famílias brasileiras estavam endividadas em 2026, novo recorde da série histórica, e 84,9% dessa dívida está no cartão de crédito (PEIC/CNC, 2026).
- O perfil desse consumidor está migrando do cartão rotativo para crédito com parcela fixa e aprovação via Open Finance.
É integrador ou distribuidor fotovoltaico e quer oferecer crédito direto no fechamento das suas vendas de energia solar?
Quantos brasileiros estão reformando a casa em 2026?
Em 2025, 33,2% dos brasileiros planejavam fazer obra ou reforma na própria casa, segundo levantamento da Juntos Somos Mais (Votorantim Cimentos, Gerdau e Tigre). O movimento não é passageiro: no mesmo período, o custo médio da reforma subiu 8,3%, quase o dobro do IPCA de 4,7%, segundo a Reforme & Construa (2026).
Esse ritmo de alta muda o cálculo de quem planeja reformar. Uma obra completa de 60 m² custa hoje entre R$ 54 mil e R$ 90 mil no padrão médio, segundo a Lar Pontual (2026). Para boa parte das famílias, esse valor não cabe no caixa disponível, e a reforma deixa de ser um projeto estético para virar uma decisão de crédito planejada com antecedência.
O que isso muda na prática? A reforma passou de gasto pontual para item de orçamento familiar. Quem já decidiu reformar e quer comparar as linhas disponíveis encontra o panorama completo no guia de crédito para reforma da casa.
Qual é o perfil de renda de quem reforma a casa?
O programa Reforma Casa Brasil, do governo federal, financia obras para famílias com renda de até R$ 13 mil por mês, a partir de 0,99% ao mês, segundo o Ministério das Cidades (2026). Esse teto é bem mais alto que a renda média nacional, de R$ 3.367 por mês, o maior nível da série histórica da PNAD Contínua, segundo o IBGE (2025).
A distância entre os dois números diz muito sobre o público real do crédito para reforma. O teto de R$ 13 mil por mês do programa público não mira a base da pirâmide de renda: mira a classe média e média-alta, que tem orçamento para tocar uma obra, mas nem sempre tem caixa disponível para pagar tudo à vista.
Fora da faixa do programa público, esse consumidor depende de crédito privado, seja crédito com garantia de imóvel, CDC ou crediário no ponto de venda. E a dependência de crédito para viabilizar a reforma está crescendo dentro do próprio orçamento familiar: o financiamento habitacional passou de 8,6% para 9,7% das dívidas das famílias entre 2019 e 2026, segundo a PEIC/CNC (2026). Vale conferir também o que já dá para financiar na reforma hoje, item por item.
Como esse consumidor paga a reforma: cartão, crediário ou crédito direto?
O cartão de crédito parcelado segue como a forma de pagamento mais usada para comprar materiais de construção, mais usado que o PIX, segundo a Juntos Somos Mais (2025). Mas o crediário no ponto de venda cresceu 20% em 2026, segundo a Top One Financeira, sinal de que parte desse consumidor está migrando para uma parcela fixa.
Por que trocar o cartão por outra linha, se o cartão ainda lidera? Porque liderar não é o mesmo que ser barato. O rotativo do cartão é a forma mais cara de crédito no país, e quem já comprometeu o limite com outras contas sente isso na hora de bancar uma obra de ticket alto.
Nosso ponto de vista: o crescimento de 20% do crediário para construção não acontece por acaso no mesmo momento em que 84,9% das famílias endividadas carregam dívida em cartão. O consumidor de reforma não está gastando mais por opção, está buscando crédito mais barato porque o cartão ficou caro e o limite ficou curto. Ele está trocando rotativo por parcela fixa porque essa é hoje a forma mais previsível de pagar a obra.
Distribuidores e integradores fotovoltaicos já usam o crédito direto da Eos para fechar mais vendas de energia solar.
Por que o consumidor de reforma está mais endividado em 2026?
Em março de 2026, 80,4% das famílias brasileiras estavam endividadas, novo recorde da série histórica, segundo a PEIC/CNC. Essa pressão de endividamento chega junto com o custo de obra subindo acima da inflação, o que torna a escolha da linha de crédito mais criteriosa do que há alguns anos.
O que mais pesa nessa conta? Mão de obra especializada, um dos itens mais caros da obra, subiu 12,1% em 2025, segundo a Reforme & Construa (2026). Com o orçamento pressionado dos dois lados, alta de custo e alta de endividamento, faz sentido que o consumidor priorize crédito com parcela fixa e taxa menor, como o Reforma Casa Brasil a partir de 0,99% ao mês, em vez de esticar o limite do cartão.
Esse consumidor não está deixando de reformar. Está sendo mais seletivo sobre como paga, o que explica por que linhas com parcela previsível ganham espaço mesmo em um cenário de endividamento recorde.
O que os dados de crédito revelam sobre o comportamento desse consumidor?
A combinação de crescimento do crediário digital (+20%) com o recorde de endividamento em cartão sugere um consumidor em busca de previsibilidade, não apenas de prazo mais longo, segundo dados da Top One Financeira e da PEIC/CNC (2026).
O que sustenta esse crescimento? O Open Finance. Com o consentimento do cliente, ele permite usar o histórico financeiro real na análise, o que acelera a aprovação de horas para minutos. O ecossistema brasileiro já passou de 100 milhões de clientes, segundo a FEBRABAN, o que viabiliza decisões de crédito rápidas mesmo em vendas de ticket alto como a reforma.
A escala já é grande: a Top One Financeira analisou mais de R$ 3 bilhões em solicitações de crédito para reforma, em mais de 3 mil pontos de venda, só em 2026. É a mesma lógica de originação digital, dados no lugar de papelada, que a Eos já usa hoje para conceder crédito direto nas vendas de sistemas solares e celulares através de parceiros, e que deve se repetir quando o crédito residencial da Eos for lançado.
Leve crédito direto para o fechamento das suas vendas de energia solar.
O que esse perfil significa para quem vende para o consumidor de reforma?
Dentro da reforma, a parcela de maior retorno financeiro e que já é financiável diretamente hoje é a troca por energia solar, coberta pelo crédito direto da Eos através de parceiros integradores e distribuidores fotovoltaicos. É a categoria em que o consumidor endividado, mas disposto a financiar melhorias com retorno claro, encontra crédito com aprovação rápida.
Esse encaixe faz sentido para o próprio bolso do consumidor: energia solar reduz a conta de luz todo mês, o que ajuda a compensar a parcela do financiamento. Para quem vende essa solução, o perfil de renda e comportamento descrito aqui é justamente o cliente que já está pronto para financiar, só falta oferecer o crédito no momento certo do fechamento.
Quem entende como funciona uma fintech de crédito consegue enxergar essa oportunidade com mais clareza: veja como funciona uma fintech de crédito e por que esse modelo muda a conversão no ponto de venda.
Perguntas frequentes
Quantos brasileiros pretendem reformar a casa em 2026?
Em 2025, 33,2% dos brasileiros planejavam fazer alguma obra ou reforma na própria casa, segundo a Juntos Somos Mais (Votorantim Cimentos, Gerdau e Tigre). O movimento reflete o custo de vida em alta, já que o valor médio da reforma subiu 8,3% no mesmo período, quase o dobro do IPCA de 4,7%.
Qual a forma de pagamento mais usada para reformar a casa?
O cartão de crédito parcelado segue como a forma mais usada para comprar materiais de construção, mais usado que o PIX, segundo a Juntos Somos Mais. Mas o crediário para reforma cresceu 20% em 2026, segundo a Top One Financeira, sinal de migração para linhas com parcela fixa e mais previsível.
As famílias brasileiras estão mais endividadas em 2026?
Sim. Em março de 2026, 80,4% das famílias brasileiras estavam endividadas, novo recorde da série histórica da PEIC/CNC. Do total de famílias endividadas, 84,9% carregam dívida em cartão de crédito, o que ajuda a explicar a busca por crédito com parcela fixa para reformar.
A Eos oferece crédito para reforma residencial?
Crédito residencial é uma solução que a Eos vai lançar em breve. Hoje a Eos já concede crédito direto para soluções de utilidades essenciais, como sistemas solares e celulares. Para a parte energética da reforma, como a troca por energia solar, a Eos já financia a compra pelos parceiros, com aprovação em minutos.
Conclusão
O consumidor que reforma a casa no Brasil está mudando de comportamento mais rápido do que a maioria dos negócios que o atende percebe. Os pontos centrais:
- Quem é: um consumidor de classe média a média-alta, com renda muitas vezes abaixo do teto de linhas públicas como o Reforma Casa Brasil, mas acima da renda média nacional.
- Como paga hoje: ainda majoritariamente no cartão parcelado, mas migrando para crediário e crédito com parcela fixa, num ritmo de 20% ao ano.
- Para onde a demanda está indo: crédito digital, aprovado via Open Finance, com decisão em minutos no lugar de burocracia bancária.
Esse mesmo padrão de originação digital já sustenta o crédito direto que a Eos oferece hoje para energia solar e celulares através de parceiros, e é a base do crédito residencial que a Eos vai lançar. Tem dúvidas sobre como aplicar esses dados no seu negócio? Fale com a Eos.
Quer oferecer crédito direto no fechamento das suas vendas de energia solar?
Fontes
- Juntos Somos Mais (Votorantim Cimentos, Gerdau, Tigre), "Pesquisa sobre intenção de reforma no Brasil", consultado em 27/10/2026, https://www.juntossomosmais.com.br/
- Reforme & Construa, "Índice de custo de reforma 2026", consultado em 27/10/2026, https://www.reformeconstrua.com.br/indice/custo-reforma-2026
- Lar Pontual, "Quanto custa reformar um apartamento", consultado em 27/10/2026, https://larpontual.com.br/portal/quanto-custa-reformar-um-apartamento
- Ministério das Cidades, "Programa Reforma Casa Brasil", consultado em 27/10/2026, https://www.gov.br/cidades/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/habitacao/reforma-casa-brasil
- IBGE, "PNAD Contínua, rendimento médio mensal", consultado em 27/10/2026, https://www.ibge.gov.br/
- CNC (Confederação Nacional do Comércio), "Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), março de 2026", consultado em 27/10/2026, https://portaldocomercio.org.br/publicacoes_posts/pesquisa-de-endividamento-e-inadimplencia-do-consumidor-peic-marco-de-2026/
- Top One Financeira, "Crediário para materiais de construção", consultado em 27/10/2026, https://www.topone.com.br/
- FEBRABAN, "Open Finance completa quatro anos no Brasil", consultado em 27/10/2026, https://portal.febraban.org.br/noticia/4253/pt-br


